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Renascer precisa de outro Projeto para reconstruir seu Templo

Desabamento do Teto da igreja RenascerO juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da Fazenda Pública da capital, concedeu no dia 3  liminar cassando o alvará concedido à Igreja Renascer em Cristo para a reconstrução de sua sede, na Avenida Lins de Vasconcelos, na zona sul de São Paulo. Em janeiro deste ano, o telhado da igreja desabou matando nove mulheres e ferindo mais de uma centena de pessoas que acompanhavam o culto.

A ação civil pública subscrita pela promotora Mabel Tucunduva Schiavo Prieto de Souza aponta quatro irregularidades na concessão do alvará. Segundo ela, o Código de Obras do Município proíbe a reconstrução de edificação que não obedece a legislação vigente. Além disso, sustenta a Promotoria, a reconstrução deveria observar as características do antigo prédio, o que não ocorreria. Até 1987, o imóvel abrigava um cinema.

Outro aspecto abordado pela promotoria diz respeito aos impactos urbanísticos criados pelo templo. Mabel defende que a igreja apresente projetos para evitar ou atenuar os transtornos à vizinhança, principalmente em relação ao trânsito. Na ação, a promotora afirma que a Prefeitura “fez tábua rasa de tais exigências de sua Legislação, autorizando uma indevida transmudação (transmutação) na classificação do uso do imóvel com o único objetivo facilitar a aprovação do projeto de reconstrução”.

Em despacho de quatro laudas, o juiz lança uma advertência à Prefeitura: “Bastava esse gravíssimo fato (o desabamento do telhado) para que a Municipalidade de São Paulo, precatando-se em proteção ao interesse público, não se açodasse na concessão do alvará, o que fazia obrigado a, com maior rigor e cautela, considerar e analisar todas as exigências edilícias e de caráter técnico que o projeto de reconstrução deveria observar, antes de conceder o alvará”. O magistrado fixou em R$ 50 mil a multa diária em caso de descumprimento da liminar. Os advogados da Renascer podem recorrer ao Tribunal de Justiça.

A Assessoria de Imprensa da igreja informou que seus dirigentes estão “tranquilos” em relação à obtenção do alvará. Disse ainda que o pedido de reconstrução passou duas vezes pela Comissão de Edificação e Uso do Solo (Ceuso), responsável por avaliar esses casos. Por fim, assinalou que as obras ainda não começaram efetivamente – estão na fase de análise topográfica do terreno.

Fonte:  Estadão / Gospel Prime

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Filed Under: Brasil

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